Thiago Zavaschi R2 www.zavaschi.com

29Nov/090

Novidades do SQL Server 2008 R2 – Parte II – PowerPivot – Conceitos

Então pessoal, continuado a série de posts sobre as novidades do SQL Server 2008 R2 temos o PowerPivot (anteriormente conhecido como projeto “Gemini”)!

O post de hoje é dedicado a alguns conceitos importantes que devemos conhecer para facilitar o trabalho com este novo recurso. A fonte prioritária das informações é o Books Online do CTP de Novembro do SQL Server 2008 R2.

O principal conceito por trás do PowerPivot é o self-service BI, ou seja, “BI feito por você mesmo”, parece difícil? Vou provar que não!

Como disse, hoje veremos os conceitos relacionados (a grande maioria deles não irei arricar uma tradução, pois poderia soar incorreto), segue então a lista:

Power Pivot workbook and PowerPivot Data

Um PowerPivot workbook é um arquivo de workbook do Microsoft Excel 2010 (.xlsx) que contém os dados do PowerPivot. Os dados do PowerPivot é uma fonte de dados (datasource) do Analysis Services que é criado através do Microsoft SQL Server PowerPivot for Excel. O PowerPivot for Excel é um add-in que extende as capacidades do Excel permitindo assim trabalhar com grandes quantidades de dados e com dados multidimensionais. O plugin também traz uma nova janela ao Excel, onde as funcionalidades extras são inclusas.

Estes workbooks do Excel podem juntar dados de diferentes fontes (arquivos de textos, bases de dados do Microfot Access, Relatórios do Reporting Services, Web Services, entre outros).

A camada de apresentação (front-end) fornecida pelo PowerPivot é o próprio Excel, mas com algumas formas novas de mostrar e analizar os dados: PivotTables, PivotCharts, Slicers e etc. (você conhecerá mais sobre estes elementos nos próximos posts).

PowerPivot for Sharepoint

O PowerPivot para Sharepoint (versão 2010) é a integração do Microsoft Sharepoint Server 2010 com o mesmo. É uma feature do SQL Server 2008 R2, e é necessário caso você quira visualizar os dados no SharePoint. Lembrando que é possível fazer deploy dos seus dados PowerPivot para o Sharepoint e os mesmos permanecem no documento postado no Sharepoint. O PowerPivot para SharePoin 2010 compõe: serviços, infraestrutura, dashboards, web parts, templates de bibliotecas, entre outros.

VertiPaq

O SQL Server 2008 R2 apresenta a primeira versão do modo VertiPaq para Analysis Services. No release de novembro, o VertiPaq está disponível apenas no PowerPivot for Sharepoint, nas instâncias do Analysis Services que estão instaladas com o serviço do PowerPivot no servidor de Sharepoint.

Mas o que é o VertiPaq? O VertiPaq é um armazenador de dados em memória que permite o rápido processamento de quantidades muito grandes de dados. O alto desempenho também é acompanhado de compressão de dados.

PowerPivot System Service

O PowerPivot System Service é a infraestrutura do SharePoint para o Analysis Services em farm. As operações relacionadas incluem: ficar escutando solicitações dos dados do PowerPivot (listener), estabelecer as conexões para as solicitações dos dados do PowerPivot na farm, estabelecer conexões às instâncias do Analysis Services que “carregam” e “descarregam” os dados do PowerPivot nos servidores do SharePoint, coletar dados de uso, e monitorar a “saúde” e disponibilidade das instâncias do Analysis Services na farm.

O PowerPivot System Service é instalado através  do PowerPivot for SharePoint. É instalado juntamente com uma instância do Analysis Services. E está disponível através de um ou mais serviços que você define.

PowerPivot Service Application

Define uma instância configurável e independente do PowerPivot System Service. Roda no contexto de segurança do uma aplicação web no SharePoint. Seu objetivo é permitir configurações independentes do mesmo serviço físico. Isso permite você isolar dados de serviço da aplicação e as várias configurações para diferentes aplicações web no SharePoint que consomem os mesmos recursos.

PowerPivot Application Database

É uma base de dados interna que armazena dados de configuração, informações de conexões, estado do servidor, e agenda informação para operações de atualização de dados. Cada PowerPivot service application uma uma base de dados dedicada para armazenar seus dados.

PowerPivot Web Service and PowerPivot Managed Extension

O PowerPivot web service é uma fina camada intermediária de um gerenciador de conexões que roda com um frontend web. Coordena as trocas entre as aplicações clientes e as instâncias do PowerPivot for SharePoint na farm.

O PowerPivot managed extension é um assembly na biblioteca cliente do provider OLE DB (Analysis Services) que é instalado nas estações de trabalho através do PowerPivot for Excel, e nos servidores de aplicação quando você instala o PowerPivot for SharePoint. Em relação às conexões gerenciadas, ambos possuem as mesmas funções e características.

Self-service Business Inteligence

Serf-service BI é o fato de usar as ferramentas analíticas no Microsoft Excel 2010 e a capacidade de criação de um site e gerência de documentos no SharePoint que possibilite aos analistas de negócio criar e compartilhar as solu;cões de Business Inteligence.

--

Bom pessoal, essa foi uma tradução (e pequena adaptação) livre dos conceitos que temos relacionados ao PwerPivot disponível no Books Online até o presente momento.

Não podemos continuar nossa série sobre PowerPivot sem antes entendermos todos os conceitos por trás do mesmo.

No próximo post sobre PowerPivot trarei o passo-a-passo necessário para a intalação do PowerPivot for Excel! Aguardem!

Espero que tenham gostado. Grande abraço,
Thiago Zavaschi

14Nov/092

Novidades do SQL Server 2008 R2 – Parte I – Application and Multiserver Management

Pessoal, essa nova série de artigos técnicos será dedicada ao SQL Server 2008 R2. A minha intenção é apresentar uma novidade do R2 em cada um dos artigos.

Antes de começar a falar cobre o Utility Explorer, vamos as novidades presentes no SQL Server 2008 R2, lembrando que estamos no segundo CTP (saíram CTP’s de Agosto e de Novembro, este último há aproximadamente uma semana).

No CTP que acabou de sair temos as seguintes novas features (em inglês):

  • Support for Windows Server 2008 R2, including Hyper-V with Live Migration
  • Enhanced data compression with support for Unicode UCS-2
  • PowerPivot for Microsoft® Excel and Microsoft SharePoint Server (o plugin ainda não está disponível, quando estiver avisarei!)
  • Report Builder 3.0 with Report Part Gallery and new visualizations (sparklines, databars)
  • Master Data Services (MDS)

E no CTP de Agosto temos inclusas as seguintes features:

  • A Control Point Explorer in SQL Server Management Studio for central multi-instance and application utilization management.
  • Built-in wizards to help you quickly set up and enroll instances and Data-Tier Application components into central management.
  • Dashboard viewpoints for quick insight into application and instance utilization.
  • StreamInsight core technology engine for Complex Event Processing.

Tenho que confessar, estou “babando” sobre essa nova versão do SQL Server. São tantos recursos novos que eu acho que poderiam até chamar de “SQL Server 2010”. :)

Mas vamos ao que interessa!

O SQL Server 2008 R2 possui uma nova dashboard para análise da instância e do servidor. Tal processo é feito, conforme veremos em detalhes, através de um processo que roda de tempos em tempos (pelo SQL Server Agent) alimentando uma warehouse específica. A partir dessa warehouse teremos os dados consolidados no dashboard que comentei. A seguir temos a imagem da arquitetura empregada pelo Utility Explorer (extraída do Books Online do CTP de Novembro). Os dados são coletados a cada 15 minutos. Não procurei para saber se é configurável, mas acredito que deva ser.

utility_BOL[1]

Para começar o processo de configuração e também para posteriormente acessar a dashboard, acesse através do menu View –> Utility Explorer.

utility[1]

Você agora deve criar um UCP – Utility Control Point em uma instância do SQL Server. Conforme a figura abaixo diz, será criada uma database no formato de data warehouse para armazenar os dados coletados referentes à(s) instância(s) do SQL Server, conhecida como utility management data warehouse (UMDW).

São 5 passos necessários para a configuração do UCP:

  1. Especificar a instância onde o UCP será criado.
  2. Especificar a conta que será resposável por executar o coletor das informações.
  3. Revisar os pré-requisitos necessários para a criação do UCP.
  4. Rever tudo o que foi marcado por você (se algo estiver errado, volte no wizard).
  5. E por fim, criar o UCP efetivamente.

utility2[1]

Seguindo no wizard temos a seleção da instância aonde será instalado/criado o UCP. Nomeie o UCP com um nome relativo ao servidor, ou a sua regra de negócio específica (Produção, Homologação e assim por diante).

utility3[1]

O passo seguinte é para especificar a conta responsável por coletar os dados.
Pode-se utilizar uma conta do windows ou a própria conta que é utilizada pelo SQL Server Agent.
Conforme veremos a seguir, é obrigatório que o Agent esteja rodando na instância, por isso que temos essa opção (que por um momento pode parecer estranha).

utility4[1]

No próximo passo temos a validação dos pré-requisitos necessários para a criação do UCP. São eles:

  • Você deve ter privilégios administrativos na instância do SQL Server.
  • A instância tem que possuir a versão 10.50.* ou superior. Perceba então que um UCP só pode ser configurado no SQL Server 2008 R2, uma vez que o SQL Server 2008 possui versão 10.0.*.
  • A edição do SQL Server tem que suportar a criação do UCP. No atual release (novembro) as edições do R2 para poder utilizar o recurso necessitam ser Data Center, Developer, ou Enterprise Evaluation. É provável que esse recurso não esteja disponível nas versões standard a serem lançadas, mas isso é oq ue eu acho, não temos referências quanto a isso no BOL.
  • A instância não pode ter outro UCP configurado.
  • Não pode ter uma database chamada sysutility_mdw. Pois a mesma será criada pelo processo (é a base responsável por armazenar a warehouse). Na minha opinião, isso não deveria ser um pré-requisito. O wizard deveria pedir por um nome da warehouse, principalmente para manter os padrões de nomenclatura já empregados pela empresa/organização.
  • Os conjuntos de coleções na instância selecionada devem ser parados.
  • O SQL Server Agent deve estar rodando e configurado para iniciar junto a inicialização do Windows (Automatic).
  • A conta do Agent não pode ser uma conta do tipo built-in.
  • A conta do Agent deve ser uma conta do windows válida no domínio onde se encontra a instância.

utility5[1]

Revise os dados de entrada.

utility6[1]

o próximo passo é a instalção e configuração efetiva do UCP, aguarde todos os itens terminarem e pronto!

utility7[1]

Já podemos observar a dashboard com as informações disponíveis. O que é possível analisar através dessa dash, deixarei por conta de um próximo post.

As imagens a seguir mostram o UCP recém configurado (reparem no “No Data Available”), e no mesmo UCP alguns dias depois (reparem na parte que analisa os dados históricos), respectivamente.

utility8[1]

dash_utility[1]

---

Bacana né?

Por ser muito recente e o SQL Server 2008 R2 ainda estar em versão CTP (Community Technical Preview) não tenho informações de cases ou do comportamento da análise. Por isso resta confiar no que é dito no books online apenas (em inglês).

  • We recommend that the UCP is hosted by a case-sensitive instance of SQL Server.
  • Consider the following recommendations for capacity planning on the UCP computer:
    • In a typical scenario, disk space used by the sysutility_mdw database on the UCP is approximately 2 GB per managed instance of SQL Server per year. This estimate can vary depending on the number of database and system objects collected by the managed instance. The sysutility_mdw disk space growth rate is highest during the first two days.
    • In a typical scenario, disk space used by msdb on the UCP is approximately 20 MB per managed instance of SQL Server. Note that this estimate can vary depending on the resource utilization policies and the number of database and system objects collected by the managed instance. In general, disk space usage increases as the number of policy violations increases and the duration of the moving time window for volatile resources increases.
    • Note that removing a managed instance from the UCP will not reduce the disk space used by UCP databases until expiration of data retention periods for the managed instance.

In this release, all managed instances of SQL Server must satisfy the following requirements:

  • We recommend that if the UCP is hosted by a case-insensitive instance of SQL Server, then managed instances of SQL Server should also be case-insensitive.
  • FILESTREAM data are not supported for SQL Server Utility monitoring.

“ – Trecho extraído do BOL do CTP de novembro do SQL Server 2008 R2.

--

Bom pessoal, era isso que eu queria mostrar no artigo de hoje. Na minha visão o uso deste recurso tem tudo para dar certo e ter uma aceitação em larga escala para análise de diversas instâncias/aplicações. Eu particularmente gostei bastante!

Abraços a todos!
Thiago Zavaschi